Quinta rodada de negociação e Sinepe segue defendendo o indefensável

As negociações para a Campanha Salarial são divididas em câmaras distintas, uma para a educação básica e outra para a superior.

Na educação básica, o sindicato patronal (Sinepe) ofereceu 5,5% de reajuste salarial, a ser integralizado a partir do fechamento das negociações. Pela proposta, o piso também seria reajustado de acordo com esse percentual. Em troca, o sindicato patronal quer alterações nas cláusulas do banco de horas e feriado ponte.
Já na educação superior, a proposta dos patrões é aumento zero, ou seja, repor aos salários apenas a inflação medida pelo INPC, que ficou em 4,69%.
O Sintae/RS insiste no reajuste de 7%, no adicional de titulação por aperfeiçoamento técnico e acadêmico, vale-alimentação, plano de saúde e vale transporte.
Essa postura intransigente por parte das direções das instituições de ensino é incoerente. Na época de calcular os reajustes das mensalidades, previram correções nos salários em torno de 7%. Agora, como a inflação ficou abaixo do previsto, querem embolsar a diferença para reforçar o caixa. A ideia é economizar com os salários para garantir os lucros. Essa postura não combina com a educação.
Os técnicos e administrativos continuarão buscando o diálogo e alternativas na mesa de negociação para que essa postura patronal possa ser revista.
Próxima rodada – 18 de abril, às 15h30.

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