A PRESSÃO PELAS DIRETAS JÁ TEM QUE AUMENTAR

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O governo Temer bem que tentou convencer as pessoas de que a Previdência Social estava quebrada e que a única saída era a reforma que acaba com as aposentadorias.
Os argumentos utilizados por Temer e sua base aliada foram desmentidos pela ANFIP – Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, que sustenta que o Sistema de Seguridade Social tem superávit, ou seja, se não desviarem os recursos do Sistema, sobra dinheiro.
Assim como Temer precisa acertar as contas com os bancos que apoiaram a sua chegada ao poder e, por isso, lançou a Reforma da Previdência, agora, acerta a fatura com os empresários, aprovando a Terceirização e colocando em votação a Reforma Trabalhista, já aprovada pelos deputados federais e agora dependendo da aprovação pelo senado federal.

PRECISAMOS INTENSIFICAR A NOSSA RESISTÊNCIA
A intenção de Temer, com sua bancada de deputados e senadores, é acabar com a CLT e os empregos com carteira assinada. Com isso, barateia o custo com as folhas de pagamento, facilita as demissões e amplia a lucratividade das empresas. A nossa categoria dos técnicos e administrativos sabe muito bem o que significa a terceirização, já que alguns setores já sofrem com essa prática.

PRESSÃO NOS DEPUTADOS E SENADORES
A greve geral do dia 28 de abril se configurou como uma das maiores da história do país, parando mais de 40 milhões de brasileiros. Sentindo a pressão, Temer recuou e modificou alguns pontos da Reforma da Previdência. No entanto, a máscara desse governo ilegítimo caiu antes.
As denúncias, fartamente documentadas com provas consistentes e divulgadas no dia 17 de maio nos meios de comunicação, envolvendo Temer no pagamento de propina, oriundos da empresa JBS, a Eduardo Cunha com o objetivo de mantê-lo calado em relação a crimes de corrupção envolvendo o próprio Michel Temer e o núcleo do seu governo, tornam qualquer processo de reformas completamente descabido.
Os fatos tornam público, de forma irrefutável, a natureza criminosa da quadrilha que assaltou o poder ao promover o golpe contra a Presidenta Dilma. Neste momento crucial de aprofundamento da crise política, o Sintae/RS soma-se a CUT e ao conjunto de forças democrático-populares para exigir o Fora Temer, a retirada dos projetos da Reforma da Previdência e da Reforma Trabalhista da pauta do Congresso e a convocação de eleições diretas para eleger um novo Presidente e um novo Parlamento, com atribuições de poder constituinte. Deverá ser devolvido ao povo o direito soberano de escolher seus representantes para pavimentar o caminho para as mudanças estruturais necessárias para restaurar e consolidar a Democracia e promover um novo ciclo de desenvolvimento.
Converse com a sua família, amigos e colegas de trabalho. Explique o que está acontecendo. Se cada um multiplicar essas informações, as reformas não passam. Com a nossa resistência e cobrança forte nos deputados e senadores, a aposentadoria e os direitos ficam, Temer sai e DIRETAS JÁ!

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