Dia 28 de abril vamos parar o Brasil. Dia 28 é Greve Geral!

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Dia 28 os trabalhadores brasileiros sairão as ruas em defesa dos seus direitos, e contra uma reforma trabalhista e previdenciária que atenta contra os segmentos mais pobres da população do país, sem mexer em um centavo dos mais ricos. É o momento de mostrar, a um congresso e a um governo ilegítimos, que o povo não vai aceitar calado a destruição da cidadania. Demorou muito tempo para que os trabalhadores pudessem ter direito a ter direitos. Se uma elite arrogante e atrasada não é capaz de fazer concessões mínimas à classe trabalhadora e quer retroceder o país ao século passado, a um tempo sem lei, em que os mais ricos podem tudo e os mais pobres estão condenados a permanecer sempre assim, é dever de cada trabalhador lutar pelo que é certo. Permanecer calado nesse momento significa aceitar que o destino dos trabalhadores honestos seja decidido por homens que tem contas a acertar com a justiça e estão fazendo de tudo para fugir de suas punições.

 

O Sintae/RS, participará da GREVE GERAL, portanto, as estruturas administrativas do sindicato estarão paralisadas, sem atendimento ao público. O nosso Sindicato está nessa luta como sempre esteve, ao lado dos trabalhadores, e conclama a todos para que saiam as ruas nesse dia 28 e mostrem que a usurpação de nossos direitos não acontecerá tão facilmente quanto eles estão pensando.

 

Conclamando à Greve Geral, o Sintae/RS entende inclusive que os nossos próprios empregadores, instituições que atuam na área da Educação e da promoção da Ciência da Ética e da Justiça, deveriam se agregar a esse movimento, a exemplo do que já fez à CNBB, a fim de viabilizar de forma mais ampla a manifestação do povo trabalhador.

 

Às ruas no dia 28. Vamos à Greve Geral, pois são os nossos direitos e os de nossos filhos que estão em jogo. Aqueles que querem destruí-los não precisam de direitos trabalhistas ou previdenciários, pois vivem tomando o que não lhes pertence.

Contra a proposta de Reforma da Previdência | Contra a proposta de Reforma

Trabalhista | Contra a proposta de Terceirização | Por nenhum direito a menos

MOTIVOS PARA A GREVE GERAL DE 28 DE ABRIL

O governo quer que a gente trabalhe até morrer, sem se aposentar

O governo diz que a Previdência é deficitária, mas é mentira! Ele manipula os cálculos! Só em 2015 a Seguridade Social teve um superávit de, acredite, 11,2 bilhões de reais.

Aumenta idade mínima – Com a reforma da Previdência, homens e mulheres só poderão se aposentar quando tiverem 65 anos de idade. Hoje, há casos em que é possível a mulher se aposentar aos 55 e homens aos 60. Igualando a idade, a mulher trabalhadora será ainda mais prejudicada.

Mais tempo de contribuição – Para um trabalhador ou trabalhadora se aposentar terá de comprovar pelo menos 25 anos de contribuição. Hoje, a exigência é de 15 anos.

49 anos para benefício integral – O que é pior é que só terá direito ao benefício integral quem, com 65 anos, comprovar que também contribuiu 49 anos à Previdência, de forma ininterrupta.

Fim de aposentadorias especiais – Trabalhadores e trabalhadoras rurais, trabalho insalubre e em condições especiais, pessoas com deficiências e aposentadorias por incapacidade serão ferozmente atacadas.

Ataque às pensões – Na proposta do Governo, fica vetado o acúmulo de benefícios. Não será mais possível acumular aposentadoria e pensão por morte, por exemplo. Haverá redução de 50% no valor das pensões por morte e, a partir daí será acrescentado mais 10% por dependente, com o limite de cinco filhos beneficiados.

Afeta quem está na ativa – Eles querem que essas novas regras já valham para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos. Os que tiverem acima desta idade entram numa regra de transição e poderão se aposentar pelas regras atuais, mas terá de contribuir com 50% a mais sobre o tempo que faltava para a aposentadoria.

 

Reforma trabalhista acaba com direitos históricos

O governo Temer pretende acabar com direitos históricos da classe trabalhadora, que hoje são Lei, garantidos na CLT. É o negociado sobre o legislado. Quer ampliar a terceirização e criar o trabalho intermitente (só paga as horas trabalhadas).

Férias e jornada ameaçadas – Estão ameaçadas as férias de 30 dias, a jornada de trabalho de 8 horas diárias e 44 semanais, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que poderá ser parcelada em quantas vezes quiserem os patrões e podem diminuir até o horário de refeição e descanso.

Trabalhador desprotegido – Enfraquece negociação com sindicatos, amplia o banco de horas, legaliza o bico, precariza o teletrabalho, limita a atuação da Justiça do Trabalho e cria um termo de quitação anual.

Terceirização precariza o trabalho

A lei 13.429, sancionada pelo presidente Temer em 31 de março, impõe total superexploração à classe trabalhadora brasileira com a legalização da terceirização nas atividades fim. É o “liberou geral” da precarização!
Não haverá geração de emprego. O que vai ocorrer, de fato, é uma onda de demissões de trabalhadores contratados pelas empresas para posterior contratação terceirizada.
Na prática, significa trabalho com salários mais baixos, maior jornada, menos direitos trabalhistas e péssimas condições de trabalho e resultará também em maior número de acidentes, doenças (estresse, depressão, lesões por esforço repetitivo, entre outras) e mais mortes por acidente de trabalho.

Trabalho temporário – O trabalho fica ainda mais desregulamentado. O contrato de trabalho temporário passa a ter vigência de 6 meses e pode ser prorrogado por 3 meses.

Contra as propostas de reforma da Previdência, Trabalhista e a Terceirização

Dia 28 de abril, vamos parar o RS e o Brasil!

 

 

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