Estudantes se somam à Greve Geral desta sexta, dia 14

Estudantes se somam à Greve Geral desta sexta, dia 14

Depois de tomarem duas vezes as ruas em maio, nos dias 15 e 30, contra os cortes de verbas para a educação pública, prometem agora estar lado a lado dos trabalhadores

Unidade entre as centrais sindicais com os movimentos sociais e estudantis anima organizadores
Foto: CUT/RS

 

Em reunião com as centrais sindicais em Porto Alegre (RS), na noite desta segunda-feira, 10, representantes dos estudantes garantiram que estarão, desde a madrugada do dia 14, lado a lado com a classe trabalhadora na Greve Geral contra a reforma da Previdência, em defesa da educação e contra o desemprego. Os estudantes foram protagonistas ao tomarem duas vezes as ruas em maio: nos dias 15 e 30 contra os cortes de verbas para escolas, universidades e institutos federais.

Participaram da reunião com as centrais sindicais – CUT, CTB, UGT, CSB, Intersindical, CSP-Conlutas e CGTB – dirigentes da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul (UEE), União Metropolitana dos Estudantes Secundários de Porto Alegre (Umespa) e União da Juventude Socialista (UJS). Também estiveram presentes representantes do Movimento Sem Terra (MST), Marcha Mundial das Mulheres, Pastorais Sociais da CNBB, Levante Popular da Juventude e coletivos de jovens do PP e do PSol, entre outras.

O crescimento da mobilização no Estado nas últimas semanas foi destacado pelo presidente da CUT/RS Claudir Nespolo. Segundo ele, vários sindicatos fizeram ou estão fazendo assembleias de trabalhadores para aprovar a adesão ao movimento. “Ninguém vai segurar os trabalhadores que estão decidindo parar para evitar o fim da aposentadoria, defender a educação e exigir geração de empregos”, enfatiza.
Nespolo ressaltou a disposição de luta dos trabalhadores do setor de transporte. “Não somente irão parar os metroviários do Tensurb, mas também os rodoviários, que estão se manifestando favoráveis à greve geral, sobretudo depois das panfletagens das centrais que alertaram a categoria para “o fim da linha da aposentadoria especial, caso seja aprovada a reforma do governo Bolsonaro no Congresso”.

ABAIXO-ASSINADO – As centrais mantêm uma barraca montada no Largo Glênio Peres, no centro da capital gaúcha, com distribuição de panfletos e coleta de adesões ao abaixo-assinado contra a reforma da Previdência. “As listas de assinaturas serão entregues ao presidente da Câmara dos Deputados depois da Greve Geral, mostrando que a população rejeita a proposta do Bolsonaro, apesar da cobertura sem contraponto da mídia tradicional e da propaganda milionária do governo”, explicou Nespolo. “Não podemos ficar omissos diante de uma reforma que não ouviu os trabalhadores e as trabalhadores, mas acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e somente atende os interesses do mercado financeiro para aumentar ainda mais os seus lucros bilionários”.

 

Fonte: Extraclasse.org.br

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